Se um medicamento o afeta mais do que o esperado, mal funciona em dose "normal" ou faz o contrário, não está a imaginar. Em muitas pessoas com PHDA e autistas, a forma como o cérebro processa certos medicamentos pode mesmo diferir.
Os mesmos sistemas, ligados de forma diferente
A PHDA e o autismo envolvem diferenças nas vias da dopamina, noradrenalina e serotonina. Muitos psicofármacos - estimulantes, antidepressivos, até alguns para o sono ou a ansiedade - atuam nesses sistemas. Se a ligação de base é diferente, a resposta também pode ser.
Dois padrões comuns
Sensibilidade aumentada: mais efeitos secundários, por vezes em doses bem toleradas pela maioria. Eficácia reduzida: menos benefício em dose padrão. Ambos podem ocorrer na mesma pessoa conforme o fármaco. Alguns relatam efeitos paradoxais (estimulantes que acalmam, ISRS que embotam emoções).
Aviso importante
A variação individual é grande e a evidência é mista. Algumas diferenças estão bem documentadas (ex.: o metabolismo CYP2D6 afeta a dose de atomoxetina). Princípio: "começar baixo, ir devagar". Nunca mude nem pare um medicamento por conta própria. Artigo educativo, não aconselhamento médico.
Curioso?
O nosso teste de PHDA gratuito (ASRS-v1.1) demora cerca de 5 minutos - orientativo, não um diagnóstico.
Fontes: Folheto informativo da FDA sobre a atomoxetina (CYP2D6). | Revisões sobre embotamento emocional com ISRS (Goodwin et al.). | Farmacogenómica da resposta a estimulantes. Só educativo - não é diagnóstico.
